A amizade cumpre funções diferentes: plano e companhia, apoio emocional, estabilidade ou aventura. A maioria das pessoas combina-as, mas quase todas se destacam numa:
- Organizador/a: plano e companhia.
- Confidente: apoio emocional.
- Leal e constante: estabilidade a longo prazo.
- Aventureiro/a: novidade e aventura.
16 perguntas (4 por estilo), cerca de 4 minutos. Pensa em como és nas tuas amizades em geral, não numa em concreto.
Todos os resultados possíveis
O amigo ou amiga organizador/a
És quem mantém o grupo vivo: propões planos, coordenas e evitas que o contacto arrefeça.
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Como se nota no dia a dia
- Costumas ser quem quebra o silêncio do grupo com uma proposta concreta.
- Levas a logística de combinar a sério, mesmo que às vezes seja uma chatice.
- O grupo tende a apoiar-se em ti para não perder o contacto.
“O amigo organizador é a cola social do grupo: sem se propor a isso, é quem evita que as amizades se dissolvam por pura inércia.”
O que trazes ao grupo
A investigação sobre amizade, recolhida por Hays (1988), descreve a companhia e a atividade partilhada como uma das suas funções centrais: nem toda a proximidade se constrói a falar de sentimentos, boa parte constrói-se simplesmente fazendo coisas juntos, e tu és quem faz com que isso aconteça, desde organizar um jantar até insistir em combinar quando todos estão ocupados.
O teu desafio de crescimento
É fácil acabar por sentir que a responsabilidade de manter o grupo recai só em ti. Delegar a iniciativa de vez em quando, e deixar que outros proponham, é algo que algumas pessoas acham útil para repartir essa carga sem que a amizade sofra.
O amigo ou amiga confidente
És o apoio emocional a quem se recorre nos momentos difíceis: ouves bem e geras confiança.
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“O amigo confidente oferece o que mais escasseia em muitas relações: atenção real, sem pressa de opinar nem de mudar de assunto.”
A tua função no grupo
O apoio emocional é, segundo a investigação de Hays (1988) sobre amizade, uma das funções mais valorizadas de um vínculo próximo: não se trata de resolver o problema do outro, mas de fazê-lo sentir-se ouvido enquanto o conta, algo tão simples como ficar em silêncio o tempo que for preciso antes de dizer alguma coisa.
Como se nota no dia a dia
- As pessoas procuram-te especificamente para falar de algo delicado.
- Ouves mais do que falas nessas conversas.
- Lembras-te de detalhes pessoais que outros esquecem com facilidade.
O teu desafio de crescimento
Sustentar os outros constantemente pode deixar-te pouco espaço para pedires o mesmo quando precisas. Praticar o pedir apoio, não só dá-lo, é algo que Hays (1988) associa a equilibrar melhor a balança a longo prazo.
O amigo ou amiga leal e constante
Trazes estabilidade: a amizade não depende da frequência de contacto nem de seres o centro das atenções.
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Sinais deste perfil
- Retomas o contacto com amizades antigas como se o tempo não tivesse passado.
- Não precisas de confirmação constante para sentir que o vínculo continua firme.
- Apareces quando alguém precisa, mesmo sem aviso prévio.
“O amigo leal e constante não precisa de barulho para sustentar o vínculo: a sua presença mede-se em anos, não em mensagens por dia.”
Que função cumpres
Nem todas as amizades precisam de contacto frequente para serem sólidas; a investigação de Hays (1988) distingue esta estabilidade a longo prazo como uma função própria, diferente da companhia quotidiana do amigo organizador ou do apoio pontual do confidente.
O teu desafio de crescimento
Essa mesma comodidade com a distância pode fazer com que a outra pessoa nem sempre percecione a tua proximidade se não a expressares de vez em quando. Um gesto ou uma mensagem ocasional, sem precisar de motivo, pode ajudar a que se note o que já sentes.
O amigo ou amiga aventureiro/a
Trazes experiências e planos novos: és quem tira o grupo da rotina.
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“O amigo aventureiro traz o que a rotina não dá por si só: a sensação de que ainda há coisas novas para descobrir juntos.”
Uma pergunta que já Sócrates fazia
No diálogo Lísis, Platão faz Sócrates perguntar-se se duas pessoas se tornam amigas por se parecerem ou por se complementarem, sem chegar a uma resposta fechada. Encaixas bem na segunda possibilidade: costumas ser quem traz ao grupo exatamente aquilo que faltava, uma ideia diferente, um plano inesperado, uma perspetiva que mais ninguém teria proposto.
Como se nota no dia a dia
- Propões planos que o grupo não teria pensado sozinho.
- Aderes com facilidade a algo improvisado ou pouco habitual.
- Costumas ser quem liga o teu círculo a gente ou ambientes novos.
Um pormenor a cuidar
A procura de novidade pode fazer com que a constância se sinta menos natural para ti. Cuidar também dos pequenos rituais repetidos, não só dos planos novos, é algo que pode dar ao vínculo uma base mais estável.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora este teste?
Cerca de 4 minutos: 16 perguntas com cinco opções de resposta cada uma.
Posso combinar vários estilos de amizade?
Sim. A maioria das pessoas combina vários; o teste indica qual predomina, não um rótulo fechado e exclusivo.
É o mesmo que o teste de Vinculação?
Não. A Vinculação mede a proximidade íntima e o medo do abandono em vínculos românticos; este teste mede a tua função habitual dentro de uma amizade.
Posso ter um estilo diferente consoante o grupo de amigos?
Sim, é habitual. Responde a pensar na tua tendência geral, ainda que possa variar um pouco consoante o contexto.
O teste é gratuito?
Sim, é totalmente gratuito: não é preciso registares-te nem pagar nada para fazer o teste e ver o teu resultado.