A teoria clássica da assertividade distingue quatro formas de exprimir o que pensas ou sentes, consoante o quanto respeitas as tuas necessidades e as do outro. Nenhuma é «má» em si mesma, mas costuma haver uma predominante na tua forma habitual de comunicar.
16 perguntas (4 por estilo), cerca de 4 minutos. Responde a pensar em como comunicas habitualmente, não numa situação pontual.
Todos os resultados possíveis
Comunicação passiva
Evitas o conflito priorizando o conforto do outro, mesmo que isso implique calar o que pensas.
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Como se manifesta
- Custa-te dizer que não, mesmo quando preferirias fazê-lo.
- Deixas passar coisas que te incomodam para não gerar tensão.
- Costumas ceder nas decisões do grupo sem exprimir a tua preferência real.
«A comunicação passiva evita o conflito a curto prazo ao preço de acumular necessidades não expressas.»
Por que surge este padrão
Costuma surgir quando exprimir uma necessidade se sentiu, nalgum momento, mais arriscado do que a calar: evita o atrito imediato, ainda que a longo prazo possa gerar frustração acumulada ou sensação de não seres tido em conta.
O teu caminho para a assertividade
Começar por desacordos pequenos e de baixo risco, como decidir o que pedir numa refeição com amigos, é, dentro da mesma tradição de treino assertivo de Alberti e Emmons, um passo habitual para treinar a expressão direta. Nomear o facto concreto («isto incomoda-me») em vez de o calar costuma ser, segundo essa mesma perspetiva, o primeiro passo prático.
Comunicação agressiva
Exprimes o que pensas com clareza e firmeza, embora às vezes à custa do conforto do outro.
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«A comunicação agressiva prioriza a própria posição de forma tão direta que pode deixar pouco espaço para a do outro.»
Que função cumpre
Garante que a tua mensagem chega sem ambiguidade nem demora, algo útil em situações de urgência real; o custo surge quando esse mesmo estilo se aplica também a desacordos quotidianos de baixo risco, onde pode sentir-se como imposição.
Como se manifesta
- Dizes o que pensas sem filtrar demasiado o impacto que pode ter.
- Custa-te ceder terreno numa discussão, mesmo que o tema não seja crucial.
- Levantas o tom quando defendes algo que te importa.
Separar a firmeza do tom
Separar a firmeza da mensagem do tom com que é transmitida é, segundo a literatura sobre assertividade, uma das diferenças chave entre um estilo agressivo e um assertivo: é possível manter exatamente a mesma posição («não vou ficar até tarde outra vez») baixando a intensidade com que é dita. Perguntar antes de afirmar é uma prática que Alberti e Emmons (1970/2008) associam a deixar mais espaço à outra pessoa.
Comunicação passivo-agressiva
Exprimes o mal-estar de forma indireta (silêncios, ironia, gestos) em vez de o dizeres abertamente.
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Sinais quotidianos
- Mostras a irritação com gestos ou silêncios antes de a mostrares com palavras.
- Aceitas algo que não queres e depois deixas notar isso de forma indireta.
- Usas a ironia para assinalar algo que te incomodou.
«A comunicação passivo-agressiva diz o que a comunicação passiva não se atreve a dizer, mas de forma indireta em vez de aberta.»
De onde vem este padrão
Costuma emergir quando exprimir o desacordo de forma direta não se sentiu seguro, mas também não o calar por completo: é um meio-termo que deixa constância do mal-estar sem assumir o risco de o nomear com clareza. Um exemplo quotidiano: aceitar de palavra ajudar numa tarefa e depois fazê-la mal de propósito, ou tarde, em vez de dizer diretamente que não se queria fazer.
O teu caminho para a assertividade
A outra pessoa raramente «se apercebe sozinha» do que se passa, por mais pistas indiretas que se deixem. Nomear o mal-estar na hora, mesmo que seja com uma única frase direta, é uma via que Alberti e Emmons (1970/2008) associam, a partir do seu trabalho sobre assertividade, a reduzir a necessidade de rodeios.
Comunicação assertiva
Exprimes o que pensas e sentes com clareza, respeitando ao mesmo tempo a outra pessoa.
Pessoas com este perfil (atribuição especulativa):
- Michelle Obama
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«A comunicação assertiva não evita o desacordo nem o impõe: nomeia-o com clareza e respeito ao mesmo tempo.»
Como se manifesta
- Consegues dizer que não sem te justificares em excesso nem te sentires culpado.
- Exprimes o desacordo na hora, de forma direta mas cuidada.
- Manténs a tua posição sem precisares que o outro ceda por completo.
Que função cumpre
É o estilo que a investigação em assertividade associa a relações mais saudáveis a longo prazo: permite defender as próprias necessidades sem precisar de as calar nem de as impor acima das do outro.
O teu desafio de manutenção
A assertividade não é um traço fixo: sob muito stress ou cansaço, depois de uma má noite de sono ou de uma semana especialmente dura, qualquer pessoa pode deslizar pontualmente para a passividade ou a agressividade. Estar consciente desses momentos é algo que Alberti e Emmons (1970/2008) associam a voltar mais facilmente ao equilíbrio.
Resultado orientativo. Descreve tendências a partir do que respondeste hoje, não um traço fixo nem um rótulo fechado. Não é um diagnóstico.
Como este teste foi feito
Este teste mede o teu estilo habitual de comunicação : como exprimes o que pensas, sentes ou necessitas, e em que medida respeitas os teus próprios direitos e os da outra pessoa ao fazê-lo.
Este resultado não é um diagnóstico clínico nem substitui a avaliação de um profissional.
É um autorrelato de carácter divulgativo, não um instrumento clínico validado: reflete como te percecionas a ti próprio, não uma observação externa da tua forma de comunicar.
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O que mede
Este teste mede o teu estilo habitual de comunicação: como exprimes o que pensas, sentes ou necessitas, e em que medida respeitas os teus próprios direitos e os da outra pessoa ao fazê-lo.
Que modelo utiliza
Baseia-se na teoria clássica da assertividade, que distingue quatro estilos de comunicação:
- Passivo: prioriza o outro e cala as próprias necessidades.
- Agressivo: prioriza as próprias necessidades à custa do outro.
- Passivo-agressivo: exprime o mal-estar de forma indireta, não aberta.
- Assertivo: exprime o que é seu com clareza, respeitando o outro.
De onde vem esse modelo
O quadro provém do trabalho pioneiro de Robert Alberti e Michael Emmons, cujo livro sobre treino assertivo, publicado pela primeira vez em 1970 e atualizado em edições posteriores, estabeleceu boa parte do vocabulário clínico e divulgativo que distingue estes quatro estilos.
Como se calcula o resultado
Cada uma das 16 perguntas soma pontos (de 1 a 5) a um único estilo, com 4 perguntas por estilo. O estilo com a pontuação total mais alta é o teu resultado dominante.
O que significa o teu resultado
Um resultado alto num estilo indica a tua forma mais frequente de comunicares, não um traço fixo. É habitual deslizar para outro estilo consoante o interlocutor, o cansaço ou o nível de stress do momento.
O que NÃO significa
Este resultado não é um diagnóstico clínico nem substitui a avaliação de um profissional. Nenhum estilo é «mau» em si mesmo nem fixo para toda a vida: os estilos passivo, agressivo e passivo-agressivo têm um custo relacional maior a longo prazo do que o assertivo, mas isso não os torna um defeito de caráter, mas sim um padrão que se pode treinar.
Limitações
É um autorrelato de carácter divulgativo, não um instrumento clínico validado: reflete como te percecionas a ti próprio, não uma observação externa da tua forma de comunicar. A assertividade é descrita como mais treinável do que outros traços, pelo que este resultado retrata um momento, não um limite fixo.
Referências académicas
- Alberti, R. E., & Emmons, M. L. (1970/2017). Your Perfect Right: Assertiveness and Equality in Your Life and Relationships. Impact Publishers.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora este teste?
Cerca de 4 minutos: 16 perguntas com cinco opções de resposta cada uma.
Existe um estilo de comunicação correto?
A assertividade costuma associar-se a melhores relações a longo prazo, mas os quatro estilos surgem em qualquer pessoa consoante o contexto e a segurança que sente.
A assertividade pode ser treinada?
Segundo a literatura sobre assertividade, é descrita como mais maleável do que outros traços mais estáveis, embora o processo e o ritmo possam variar em cada pessoa.
Porque sou às vezes passivo-agressivo em vez de simplesmente passivo?
Costuma acontecer quando o mal-estar existe mas exprimi-lo de forma direta não se sente seguro: a mensagem sai na mesma, mas de forma indireta.
O teste é gratuito?
Sim, é totalmente gratuito: não é preciso registares-te nem pagar nada para fazer o teste e ver o teu resultado.