Este teste mede a tua relação com o risco e a incerteza, não só no plano financeiro, mas na forma como ages perante decisões incertas no teu dia a dia.
16 afirmações, cerca de 4 minutos. Responde de acordo com a tua forma habitual de te comportares, não uma situação pontual.
Todos os resultados possíveis
Prudente
Tendes a evitar o risco de forma consistente: preferes o seguro, mesmo que implique abdicar de algo mais empolgante ou potencialmente maior.
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“Prefere não arriscar quando pode evitá-lo.”
A segurança pesa mais do que a emoção do incerto
A segurança pesa mais do que a emoção do incerto. Não é medo generalizado: é uma preferência estável por minimizar a possibilidade de algo correr mal, mesmo à custa de uma recompensa maior.
Como se reconhece
- Escolhes quase sempre a opção mais segura entre várias possíveis.
- Evitas atividades com risco físico ou material real.
- Preferes um resultado modesto mas seguro a um grande e incerto.
Portas que se fecham por sistema
Levado ao extremo, este padrão pode fechar portas a experiências valiosas só pelo desconforto da incerteza. Pensar no que realmente é o pior que poderia acontecer, não no que se imagina, é um exercício que Kahneman e Tversky (1979) propõem para calibrar melhor o risco real face ao percebido.
Calculista
Não evitas o risco, analisa-lo: assumes o que for preciso quando o benefício compensa claramente o custo possível.
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“O risco não assusta se vier acompanhado de um bom cálculo.”
Gerir a incerteza com análise
A tua relação com o risco passa pela análise: decompões, calculas probabilidades e ponderas o benefício potencial face ao custo. Não é indecisão, é uma forma deliberada de gerir a incerteza antes de agir.
Como se comporta
- Divides um risco grande em passos mais pequenos e controláveis.
- Só te arriscas quando o benefício compensa claramente o custo possível.
- Preferes demorar um pouco mais a decidir em troca de decidir melhor.
Quando o cálculo se transforma em paralisia
O excesso de cálculo pode tornar-se na sua própria forma de paralisia: a partir de certo ponto, mais análise deixa de trazer certeza real. Definir um limite razoável de tempo para decidir é uma estratégia que Kahneman (2011) sugere para evitar ficar preso no próprio processo de análise.
Audacioso
A emoção do incerto atrai-te mais do que a segurança do previsível: decides rápido e toleras bem a possibilidade de perder.
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“O tédio pesa mais do que o medo de que algo corra mal.”
Precisar de mais estimulação do que a média
Encaixas naquilo que a investigação sobre procura de sensações descreve: precisas de mais estimulação e incerteza do que a média para te sentires satisfeito, e isso leva-te a tolerar bem o risco, até a apreciá-lo.
Sinais que o denunciam
- Atraem-te as experiências intensas, mesmo que impliquem algum perigo.
- Decides rápido quando algo te entusiasma, sem pensar demasiado.
- Já tomaste decisões arriscadas só pela emoção de tentar.
Subestimar o risco real
A mesma rapidez que te permite aproveitar oportunidades pode levar-te a subestimar riscos reais, sobretudo em decisões com consequências duradouras. Uma pausa breve antes de agir (não eliminar o impulso, só travá-lo por um instante) é algo que Kahneman e Tversky (1979) sugerem, a partir da teoria da perspetiva, para decidires com uma margem maior sem perderes a tua naturalidade.
Adaptável ao contexto
A tua tolerância ao risco não é fixa: muda muito consoante a área, prudente nalgumas facetas da tua vida e audaz noutras.
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“Não há uma única resposta ao risco: depende do que está em jogo.”
A tolerância ao risco varia consoante a área
Segundo a investigação sobre risco por domínios, este é, na verdade, o padrão mais habitual: a tolerância ao risco não é um traço único, varia consoante a área (dinheiro, saúde, relações, lazer) e tu vives isso com bastante clareza.
Como se manifesta
- Podes ser prudente com o dinheiro e muito mais audaz noutras áreas da tua vida.
- O teu comportamento muda notoriamente consoante o que está em causa.
- Não te reconheces totalmente nem no extremo prudente nem no audaz.
Critério consciente ou simples hábito
Vale a pena rever de vez em quando se essa variação responde a um critério consciente sobre cada área, ou simplesmente a hábito e costume. Perceber por que razão o comportamento muda consoante a área é algo que, segundo Weber, Blais e Betz (2002), pode ajudar a decidir com mais intenção em cada área.
Perguntas frequentes
A tolerância ao risco é igual em todas as áreas?
Não necessariamente: a investigação mostra que pode variar muito consoante a área da vida (dinheiro, saúde, relações, lazer).
Quanto tempo demora o teste?
Cerca de 4 minutos: 16 afirmações com cinco opções de resposta cada uma.
É o mesmo que o teste de perfil de investidor?
Não. Este teste é sobre o risco em geral; o de perfil de investidor centra-se especificamente em decisões de tipo financeiro.
Este teste substitui uma avaliação profissional?
Não. É uma aproximação divulgativa e orientativa, não uma escala clínica nem financeira validada.
O teste é gratuito?
Sim, é totalmente gratuito: não é preciso registares-te nem pagar nada para fazer o teste e ver o teu resultado.