A Teoria da Autodeterminação (Deci e Ryan) distingue duas fontes de motivação, nenhuma delas melhor de forma absoluta:
- Intrínseca: o interesse ou prazer da tarefa em si.
- Extrínseca: recompensas, reconhecimento ou consequências externas.
Este teste usa 15 afirmações (cerca de 3 minutos) para ver que tipo predomina na tua forma de trabalhar.
Todos os resultados possíveis
Motivação intrínseca
Move-te o interesse e o sentido da própria tarefa, mais do que a recompensa externa. Quando algo te importa, continuas mesmo que ninguém o esteja a valorizar.
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“A motivação intrínseca não precisa de um prémio no final: a própria atividade já é a recompensa.”
O que está por trás
A Teoria da Autodeterminação de Edward Deci e Richard Ryan coloca a motivação intrínseca como a mais sustentável das duas, ligada a três necessidades psicológicas básicas: autonomia (sentir que decides tu), competência (notar que progrides) e vínculo (sentires-te ligado ao que fazes ou a quem o partilha).
Como se manifesta
- Continuas a aperfeiçoar algo mesmo que já ninguém te esteja a avaliar por isso.
- Dás prioridade ao interesse de uma tarefa acima da sua recompensa económica.
- O tédio desmotiva-te mais do que a falta de um incentivo externo.
- Procuras trabalhos ou projetos que façam sentido para ti, não só que paguem bem.
O teu desafio
Este estilo rende pior em tarefas rotineiras sem nenhum interesse intrínseco possível: nesses casos, sustentar o esforço exige encontrar um propósito ligado a elas, ainda que indireto.
Um esclarecimento
Não é incompatível com gostar também do reconhecimento externo: a maioria das pessoas combina ambos os tipos em proporções diferentes.
Motivação extrínseca
Rendes melhor quando há uma recompensa ou um reconhecimento claro em jogo: metas, incentivos ou validação externa dão-te o impulso de que precisas.
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“A motivação extrínseca não é um defeito: é simplesmente a que responde a recompensas e consequências externas, não só ao interesse pela tarefa em si.”
O que está por trás
Deci e Ryan não apresentam este tipo de motivação como inferior, mas como um ponto do mesmo contínuo: até a motivação extrínseca pode estar mais ou menos internalizada (desde cumprir só para evitar um castigo até perseguir uma meta externa porque encaixa nos teus próprios valores).
Como se manifesta
- Um prazo, um incentivo ou um reconhecimento claro ativam-te de forma notável.
- Custa-te mais manter o esforço em tarefas sem nenhuma consequência visível.
- Comparar o teu progresso com o de outros serve-te como referência motivadora.
- Os objetivos concretos e mensuráveis funcionam melhor contigo do que as metas difusas.
O teu desafio
Depender só de estímulos externos pode fazer com que a motivação se apague assim que o incentivo desaparece, mesmo em tarefas que no fundo te interessavam.
O que pode ajudar
Encontrar que parte de uma tarefa é interessante por si só, ainda que pequena, é algo que Deci e Ryan (2000), a partir da Teoria da Autodeterminação, associam a tornar a motivação menos dependente de fatores externos.
Motivação mista
Sustentam-te tanto o interesse genuíno como o reconhecimento externo. É, na verdade, o padrão mais habitual: quase ninguém funciona com um único tipo de motivação.
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“A motivação mista combina o interesse pela tarefa com o valor da recompensa externa, sem depender por completo de nenhuma das duas.”
O que está por trás
A própria Teoria da Autodeterminação descreve um contínuo, não uma dicotomia fechada: a maioria dos comportamentos combina motivos internos e externos em proporções que mudam consoante a tarefa e o momento de vida.
Como se manifesta
- Umas tarefas motivam-te pelo desafio em si, outras pelo que ganhas em troca.
- Um bom incentivo externo pode reativar o teu interesse em algo que já não te motivava.
- Precisas de algum reconhecimento, mas também de sentir que o que fazes faz sentido.
- A tua motivação varia de uma etapa para outra sem que isso te pareça contraditório.
A tua vantagem
Este equilíbrio costuma ser mais resistente do que depender de um único tipo de motivação: se um incentivo externo desaparece, o interesse pela tarefa pode sustentar o esforço, e vice-versa.
Um esclarecimento
Não é um meio-termo indeciso: é, segundo a própria investigação, o padrão mais comum e adaptativo.
Perguntas frequentes
O que são a motivação intrínseca e a extrínseca?
A intrínseca nasce do interesse ou prazer da própria tarefa; a extrínseca, de recompensas ou consequências externas como o dinheiro ou o reconhecimento.
Uma é melhor do que a outra?
Não de forma absoluta. A intrínseca costuma ser mais sustentável a longo prazo, mas a extrínseca é útil e necessária em muitas tarefas que não geram interesse próprio.
É possível ter as duas ao mesmo tempo?
Sim, é aliás o mais habitual: a maioria combina os dois tipos em proporções diferentes consoante a tarefa e o momento.
Este teste mede se sou um bom profissional?
Não. Mede o tipo de motivação que predomina em ti, não o teu desempenho nem a tua capacidade.
Substitui uma avaliação de desenvolvimento profissional?
Não. É uma aproximação orientativa e divulgativa inspirada na Teoria da Autodeterminação, não uma avaliação organizacional certificada.
Quanto tempo demora o teste? Quantas perguntas tem?
Tem 15 perguntas e demora cerca de 3-4 minutos.
O teste é gratuito?
Sim, é totalmente gratuito: não é preciso registares-te nem pagar nada para fazer o teste e ver o teu resultado.