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Eneagrama

Quais são as 9 personalidades do eneagrama?

Por Elena Personaramic4 min de leitura
Ilustração minimalista de nove figuras dispostas em círculo

O eneagrama é um mapa psicológico que classifica a natureza humana em nove tipos de personalidade fundamentais. É utilizado por terapeutas, profissionais do desenvolvimento pessoal e qualquer pessoa interessada em compreender as próprias reações emocionais. Este sistema descreve os medos e desejos inconscientes que, segundo este modelo, orientam as reações automáticas do dia a dia. Conhecer estas nove estruturas apresenta-se, dentro deste enquadramento, como uma forma de observar com mais distância os próprios mecanismos de defesa, sem que isto seja uma promessa de mudança nem substitua a orientação de um profissional.

A origem das nove posturas vitais

Cada um dos nove tipos nasce como um instinto de sobrevivência emocional durante a infância. Perante a sensação de vulnerabilidade, a criança desenvolve uma máscara ou ego para se proteger do seu meio. Esta identidade ilusória constrói-se sobre um medo básico particular e uma carência profunda. A partir daí desenvolvem-se estratégias sistemáticas para obter segurança, atenção ou autonomia.

Descrição das nove tipologias fundamentais

O sistema divide estas nove visões do mundo destacando o medo que as origina e a aprendizagem que precisam para sarar.

  • Tipo Um: procura a perfeição para compensar o medo de ser considerado defeituoso ou mau. Torna-se muito autoexigente e crítico com as ações do seu meio. Este modelo associa o seu desenvolvimento a transformar a raiva reprimida em serenidade e a aceitar a realidade tal como é.
  • Tipo Dois: acredita que priorizar as necessidades dos outros é a única forma de conseguir afeto. Esquece sistematicamente as suas próprias carências e gera relações de dependência. O sistema propõe que o seu desenvolvimento passa por transformar o orgulho em humildade e aprender a cuidar de si próprio.
  • Tipo Três: liga o seu valor pessoal exclusivamente às suas conquistas e ao estatuto social que projeta. Camufla a sua identidade real para se adaptar aos critérios que impressionam os outros. Segundo este modelo, o crescimento associa-se a substituir a vaidade por uma vida assente na autenticidade.
  • Tipo Quatro: compensa a sua sensação de inferioridade forçando uma identidade única e marcadamente diferente. Costuma isolar-se nas suas emoções e sentir que lhe falta algo fundamental para ser feliz. O equilíbrio, dentro deste modelo, associa-se a deixar de se centrar tanto em si próprio e a cultivar a objetividade.
  • Tipo Cinco: teme a interação emocional e refugia-se de forma protetora no plano intelectual. Acumula conhecimentos teóricos porque se sente incapaz de enfrentar as exigências práticas do mundo. O sistema associa o seu desenvolvimento a ligar o pensamento aos sentimentos.
  • Tipo Seis: vive num estado de alerta constante devido ao seu receio de ficar sem apoio externo. Duvida repetidamente das suas próprias decisões e procura figuras de autoridade que lhe deem segurança. Este modelo descreve a sua evolução como transformar a ansiedade em confiança interior.
  • Tipo Sete: foge à dor interior mantendo um ritmo de vida hiperativo e procurando prazeres estimulantes. Evita o momento presente saltando compulsivamente de uma experiência para outra nova. Segundo esta abordagem, a calma associa-se a aprender a ficar em silêncio e a tolerar o tédio.
  • Tipo Oito: levanta uma couraça defensiva por medo de que o meio o magoe ou controle a sua vida. Tenta dominar todas as situações e reage com beligerância perante as possíveis ameaças. Este modelo associa a sua maturidade emocional a largar o controlo e a aceitar a própria vulnerabilidade.
  • Tipo Nove: anula as suas opiniões pessoais para evitar atritos e manter a paz com o seu meio direto. Cai na passividade existencial e minimiza qualquer problema que lhe cause inquietação. O sistema associa o seu desenvolvimento a fazer valer a sua própria presença e opinião.

A transformação através da perceção consciente

Identificar o próprio eneatipo é, dentro deste modelo, um primeiro passo de autoobservação. Observar a personalidade em ação apresenta-se como uma forma de reconhecer o momento em que se reage de forma automática perante um estímulo, distinguindo essa reação aprendida da própria identidade. Esta abordagem associa o bem-estar a substituir progressivamente essas respostas aprendidas por decisões mais livres, ainda que o processo real de cada pessoa seja diferente e, perante um mal-estar importante, convenha a orientação de um profissional.

Queres saber qual dos nove encaixa contigo? O nosso teste de eneagrama é uma forma orientadora de o explorares em poucos minutos.

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Descobre o teu resultado com um dos nossos testes relacionados.

Perguntas frequentes

Em que se distingue este resumo dos artigos dedicados a cada eneatipo?

Aqui percorrem-se os nove de forma comparativa, com o seu medo de origem e a sua direção de crescimento; cada eneatipo tem ainda o seu próprio artigo com mais profundidade e nuances.

Há um eneatipo melhor do que os outros?

Não: segundo este modelo, os nove são estratégias de proteção igualmente válidas na sua origem, nenhum é superior, cada um tem o seu próprio desafio de desenvolvimento.

Como se decide para que eneatipo aponta o crescimento de cada tipo?

O modelo traça estas direções através das linhas internas do próprio símbolo geométrico, não de forma arbitrária: são parte fixa da estrutura teórica do sistema.

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