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Trabalho e produtividade

Teste de burnout: tenho síndrome de esgotamento profissional?

15 perguntas · ~2 min

Pergunta 1 de 15 · risco de síndrome de burnout (esgotamento profissional)

Termino o dia de trabalho completamente exausto/a, mesmo em dias que não foram especialmente difíceis.

Mais sobre este teste

A psicóloga Christina Maslach descreveu a síndrome de burnout (esgotamento profissional) a partir de três componentes: exaustão emocional, despersonalização ou cinismo perante o trabalho e as pessoas com quem se trabalha, e uma sensação reduzida de realização pessoal. A Organização Mundial da Saúde reconhece-a como um fenómeno ocupacional, ligado especificamente ao contexto de trabalho, não como uma doença em si mesma.

  • Baixo: a tua relação com o trabalho não mostra um padrão de esgotamento sustentado.
  • Moderado: há sinais de esgotamento em algumas áreas, sem ser ainda um padrão dominante.
  • Alto: a exaustão, o cinismo ou a falta de realização parecem condicionar boa parte do teu dia a dia.

15 afirmações, cerca de 3-4 minutos. Pensa no teu padrão das últimas semanas, não num dia pontualmente difícil.

Todos os resultados possíveis

Risco de burnout baixo

A tua relação com o trabalho não mostra um padrão sustentado de exaustão, cinismo ou falta de realização pessoal.

Ler mais sobre Risco de burnout baixo

“O burnout não é cansaço pontual: é exaustão, cinismo e falta de realização sustentados ao longo do tempo. Um mau dia não o explica; um padrão de semanas ou meses, sim.” — segundo o modelo de Christina Maslach

O que significa esta pontuação

As tuas respostas não mostram o padrão sustentado de exaustão, distância emocional face ao trabalho (ou face a quem te rodeia nele) e falta de sentido que descreve a síndrome de burnout. Podes ter dias difíceis sem que isso te esteja a desgastar de forma acumulativa.

Como se nota no dia a dia

  • Consegues desligar do trabalho nas tuas horas livres, na maioria das vezes.
  • Continuas a encontrar sentido no que fazes, mesmo quando algo corre mal.
  • Não notas uma queda sustentada no teu rendimento nem na tua energia.

Um esclarecimento importante

Este resultado é orientativo e divulgativo, inspirado no modelo de burnout de Christina Maslach (Maslach e Jackson, 1981), reconhecido pela OMS como um fenómeno ocupacional: não é um diagnóstico clínico nem substitui a orientação de um profissional de saúde.

Risco de burnout moderado

Há sinais de exaustão, cinismo ou falta de realização em algumas áreas do teu trabalho, sem ser ainda um padrão dominante.

Ler mais sobre Risco de burnout moderado

“A Regra de Cachinhos Dourados (uma ideia que James Clear retira da lei de Yerkes-Dodson) descreve o ponto ótimo entre o tédio e a ansiedade: nem exigência a menos, nem a mais. O risco moderado costuma já viver do lado da ansiedade dessa curva.”

O que significa esta pontuação

As tuas respostas mostram algum desgaste, talvez mais marcado nalguma área concreta (o sono, a irritabilidade, a dificuldade em desligar) do que noutras. Ainda não é o padrão sustentado das três dimensões do burnout ao mesmo tempo, mas merece atenção antes que se consolide.

Como se nota no dia a dia

  • Custa-te mais do que o habitual desligar do trabalho no teu tempo livre.
  • Notas que vês o correio ou as mensagens de trabalho fora de horário, mesmo que não seja urgente.
  • Sentes que avanças menos do que trabalhas, como se reagisses constantemente ao urgente.

Um dado com base científica

O investigador Cal Newport, no seu livro Deep Work, cita a teoria da restauração da atenção (Kaplan e Kaplan; com apoio experimental de Berman e Jonides, 2008): a atenção dirigida é um recurso limitado que só se recupera com um descanso genuíno, sem exigências de atenção. Interromper constantemente o descanso para ver o telemóvel não permite essa recuperação, mesmo que pareça inofensivo.

Um esclarecimento importante

Este resultado é orientativo e divulgativo, inspirado no modelo de burnout de Christina Maslach (Maslach e Jackson, 1981), reconhecido pela OMS como um fenómeno ocupacional: não é um diagnóstico clínico nem substitui a orientação de um profissional de saúde.

Risco de burnout alto

A exaustão, o cinismo ou a falta de realização pessoal parecem condicionar boa parte do teu dia a dia profissional.

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“O sociólogo Matthew Crawford, citado por Cal Newport, descreve o mal-estar de quem não tem um indicador claro do que significa fazer bem o seu trabalho: para compensar isso, faz imensas coisas de forma visível, sem que isso seja o mesmo que avançar.”

O que significa esta pontuação

As tuas respostas mostram um padrão sustentado nos três sinais que Christina Maslach descreve: exaustão (física e emocional, não só cansaço pontual), cinismo ou distância face ao trabalho ou às pessoas com quem o partilhas, e uma sensação de menor realização pessoal do que costumavas ter.

Como se nota no dia a dia

  • Terminas o dia exausto/a mesmo em dias que, no papel, não foram especialmente difíceis.
  • Notas mais distância ou cinismo do que o habitual perante colegas, clientes ou o próprio trabalho.
  • Sentes que o esforço já não se traduz na mesma sensação de realização de antes.

Um par de ideias com base científica

  • James Clear, em Hábitos Atómicos, defende que o autocontrolo é uma estratégia a curto prazo: «em vez de convocar uma nova dose de força de vontade sempre, o melhor é otimizar o ambiente». Sustentar um ritmo insustentável à base de vontade, sem mudar nada do sistema ou do ambiente que o gera, tende a esgotar em vez de resolver o problema de fundo.
  • Cal Newport recomenda um «ritual de encerramento» explícito do dia de trabalho (uma frase ou gesto que marque o fim do trabalho) precisamente porque a atenção dirigida, segundo a teoria da restauração da atenção, só se recupera com um descanso sem exigências, não com «desligar a meio».

Um esclarecimento importante

Este resultado é orientativo e divulgativo, inspirado no modelo de burnout de Christina Maslach (Maslach e Jackson, 1981), reconhecido pela OMS como um fenómeno ocupacional: não é um diagnóstico clínico nem substitui a orientação de um profissional de saúde ou de um especialista em riscos profissionais. Se estes sinais já vão em semanas ou meses, o indicado é procurar acompanhamento profissional, não só ajustar hábitos por conta própria.

Perguntas frequentes

O que é exatamente a síndrome de burnout?

Segundo o modelo de Christina Maslach, é uma síndrome com três componentes: exaustão emocional, despersonalização ou cinismo perante o trabalho, e uma sensação reduzida de realização pessoal. A OMS reconhece-a como um fenómeno ocupacional, não como uma doença.

O burnout é o mesmo que estar simplesmente cansado/a?

Não. O cansaço pontual recupera-se com descanso normal; o burnout é um padrão sustentado ao longo do tempo, ligado especificamente ao contexto de trabalho, que nem sempre melhora com um fim de semana de descanso.

O que se pode fazer se o resultado for de risco alto?

Este teste não substitui uma avaliação profissional. Se o padrão já vai em semanas ou meses, o recomendável é procurar apoio de um profissional de saúde ou de riscos profissionais, além de rever a carga e o ambiente de trabalho, não só a força de vontade para o sustentar.

Este teste é fiável?

É uma aproximação orientativa e de caráter divulgativo, não o instrumento clínico validado (o Maslach Burnout Inventory). Para uma análise profissional, o recomendável é esse questionário e o acompanhamento de um especialista.

Quanto tempo demora o teste?

Entre 3 e 4 minutos: 15 afirmações com cinco opções de resposta cada uma.

O teste é gratuito?

Sim, é totalmente gratuito: não é preciso registares-te nem pagar nada para fazer o teste e ver o teu resultado.

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