Decisor racional: analisas antes de decidir
Analisas a informação disponível e pesas opções antes de decidir: a lógica e a ordem guiam as tuas decisões mais do que a intuição ou a urgência.
Preferes ter claros os prós e os contras antes de te comprometeres com uma opção, mesmo em decisões que não parecem exigir tanta análise.
O modelo de Scott e Bruce e o estilo racional
As psicólogas Suzanne Scott e Reginald Bruce desenvolveram em 1995 um modelo amplamente citado sobre os estilos de tomada de decisão, que distingue cinco padrões: racional, intuitivo, dependente, evitador e espontâneo. O estilo racional caracteriza-se por uma procura sistemática de informação e uma avaliação lógica de alternativas antes de decidir, em contraste com abordagens mais baseadas na primeira impressão ou no conselho alheio.
Como se reconhece na prática
- Recolhe-se informação antes de decidir, mesmo em assuntos de pouca importância.
- As decisões justificam-se com critérios explícitos, não com “simplesmente senti-o assim”.
- Custa comprometer-te com uma opção enquanto restarem dúvidas razoáveis por resolver.
- Valorizam-se especialmente os dados e as comparações objetivas face a opiniões sem fundamento.
O limite entre o rigor e a paralisia por análise
O ponto fraco deste estilo é o tempo: nem todas as decisões merecem o mesmo nível de análise, e aplicar o mesmo processo exaustivo a escolhas de baixo impacto pode gerar um desgaste desnecessário. Fixar de antemão quanto tempo ou quanta informação é “suficiente” para cada tipo de decisão, em vez de deixar isso em aberto até sentires uma certeza total que em muitos casos nunca chega de todo, é uma abordagem que algumas pessoas consideram útil.
Sustentar rigor e rapidez ao mesmo tempo, segundo Roger Martin
O reitor da Rotman School of Management, Roger Martin, estudou durante anos líderes excecionais e encontrou um traço partilhado a que chamou pensamento integrador: a capacidade de sustentar na cabeça duas ideias contrárias, por exemplo o rigor de analisar a fundo face à necessidade real de decidir a tempo, sem resolver a tensão escolhendo automaticamente um dos dois extremos. Martin compara esta capacidade à do polegar oponível humano: a tensão entre as duas forças é precisamente o que permite chegar a algo melhor do que qualquer uma delas isoladamente. Para o estilo racional, isto sugere uma saída diferente de escolher entre “analisar mais” ou “decidir já”: fixar de antemão que nível de análise é razoável para o tipo de decisão concreta, e sustentar essa tensão de forma consciente em vez de deixar que a análise se prolongue por defeito até sentires uma certeza que, em muitos casos, nunca chega de todo.
Se te interessa o extremo oposto, decidir depressa a partir de uma impressão geral, revê o perfil decisor intuitivo. Podes voltar ao teu resultado completo no teste Qual é o meu estilo de decisão.
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Perguntas frequentes
O estilo racional é sempre o melhor para decidir?
Não em todas as situações. Funciona muito bem quando há tempo e informação disponível, mas pode ser lento ou insuficiente perante decisões urgentes ou com dados incompletos.
De onde vem este modelo de estilos de decisão?
Da investigação de Suzanne Scott e Reginald Bruce (1995), que descreveu cinco estilos de decisão distintos: racional, intuitivo, dependente, evitador e espontâneo.
Pode-se ser racional em umas decisões e intuitivo noutras?
Sim, é habitual. Este teste mede o teu estilo predominante, não um padrão fechado que se aplique da mesma forma a qualquer tipo de decisão.
Que risco tem o estilo racional?
O chamado «paralisia por análise»: continuar a procurar mais informação ou a comparar opções para além do ponto em que já se poderia decidir com garantias razoáveis.