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Trabalho e produtividade

Comunicador de ligação: ligas pessoas e ideias dentro da equipa

Por Ramón Personaramic2 min de leitura
Ilustração minimalista com as palavras COMUNICADOR DE LIGAÇÃO numa insígnia geométrica

Ligas pessoas, ideias e equipas entre si: o teu contributo costuma estar em fazer com que a informação e as pessoas se entendam, mais do que em executar tu diretamente.

Quando duas pessoas ou dois subgrupos da equipa não estão a comunicar bem, costumas ser quem faz de ponte entre ambos.

Uma ponte entre pessoas, não um papel formal

É uma variante do papel socioemocional que Robert Bales descreveu na sua investigação clássica sobre pequenos grupos (1950), centrada especificamente na coordenação e no fluxo de informação entre pessoas ou subgrupos, mais do que na coesão emocional em si mesma que caracteriza outros papéis da mesma família.

Formas como se nota este perfil

  • Costumas ser quem liga diferentes pessoas ou equipas entre si, mesmo que não te caiba formalmente.
  • Encarregas-te de que a informação chegue a quem precisa dela, mesmo que não seja tarefa tua direta.
  • Facilitas que diferentes pontos de vista dentro da equipa se entendam entre si, traduzindo quando é preciso.
  • Atuas como ponte quando duas pessoas ou subgrupos não estão a comunicar bem entre si.

O custo de uma função que quase nunca se vê

Este perfil pode acabar por absorver uma carga de coordenação invisível que mais ninguém vê nem valoriza totalmente, precisamente por não se traduzir num resultado tangível por si só. Tornar visível este trabalho, por exemplo nomeando-o nas reuniões de equipa, é uma possibilidade que em alguns casos ajuda a que se reconheça como o contributo real que é, ainda que o contexto de cada equipa seja diferente.

Por que a informação partilhada sustenta a equipa, segundo Stanley McChrystal

O general Stanley McChrystal, em Team of Teams, conta como teve de transformar uma estrutura de comando rígida numa rede de pequenas equipas capazes de decidir por conta própria, e descreve o acesso partilhado à mesma informação como uma das condições que tornou possível essa autonomia sem perder a coordenação: quando cada subgrupo entende o que os outros fazem, decide melhor por conta própria, sem ter de esperar por instruções vindas de cima. Essa ideia encaixa diretamente com este papel: a carga de coordenação invisível que costuma absorver é, na realidade, a mesma condição que McChrystal aponta como imprescindível para que uma rede de equipas funcione. Não é uma tarefa secundária face ao trabalho “real” de cada subgrupo, é a que permite que o conjunto avance coordenado em vez de fragmentado, ainda que o seu valor raramente se traduza num entregável visível por si só.

Se o teu contributo principal para a equipa está mais em cuidar do clima emocional do que em coordenar informação, revê o papel coesionador. Podes voltar ao teu resultado completo no teste Que papel assumo numa equipa.

Queres saber mais sobre ti?

Descobre o teu resultado com um dos nossos testes relacionados.

Perguntas frequentes

Em que se diferencia do coesionador?

Ambos são variantes do papel socioemocional descrito por Bales (1950), mas enquanto o coesionador se centra no clima e nas emoções do grupo, o comunicador de ligação centra-se na coordenação e no fluxo de informação entre pessoas ou subgrupos.

Este papel nota-se sempre tanto como os outros?

Nem sempre: grande parte do seu contributo é uma carga de coordenação invisível que a equipa nem sempre valoriza, precisamente porque o resultado não é um entregável tangível.

É mais útil em equipas grandes?

Sim. Traz especial valor em equipas grandes ou distribuídas, onde a informação se perde com mais facilidade entre subgrupos que não comunicam diretamente entre si.

É o mesmo que ter o papel formal de coordenador?

Não necessariamente. Pode-se exercer esta função de ligação informalmente, sem ostentar nenhum cargo ou papel formal de coordenação.