Executor proativo: agir antes de ter o plano perfeito
O estilo executor proativo prefere agir o quanto antes: toma a iniciativa com rapidez e aprende fazendo, mais do que planeando em excesso.
A proatividade como vantagem competitiva
A proatividade é uma das três dimensões clássicas da orientação empreendedora, junto com a inovação e a assunção de risco, segundo a investigação de Jeffrey Covin e Dennis Slevin. Refere-se à tendência para se antecipar, mexer as peças antes que outros o façam, em vez de esperar que as condições sejam perfeitas. O estilo executor proativo destaca-se precisamente aí: valoriza mais aprender enquanto avança, ajustando o rumo com a prática, do que aperfeiçoar um plano antes de dar o primeiro passo.
Como se manifesta no dia a dia
- Prefere testar algo o quanto antes em vez de o planear até ao último pormenor.
- Deteta oportunidades e age sobre elas com rapidez, antes que outros o façam.
- Aprende ajustando-se pelo caminho mais do que antecipando cada cenário possível.
- Tolera bem a margem de erro que vem com mover-se depressa.
O seu desafio de crescimento
A velocidade de execução é uma vantagem real, mas sem qualquer momento de revisão pode levar a repetir os mesmos erros por não parar para os analisar. Algumas abordagens sobre orientação empreendedora sugerem que, para este estilo, introduzir pontos de revisão breves e periódicos poderia ajudar a corrigir o rumo sem perder a velocidade que o caracteriza, embora isto dependa do contexto e, em decisões de negócio relevantes, seja aconselhável procurar aconselhamento profissional.
Executar sob incerteza: um exemplo real
Phil Knight conta em Shoe Dog (2016), a sua autobiografia sobre os primeiros anos do que viria a ser a Nike, como a empresa cresceu durante anos à beira da falência. Importava sapatilhas japonesas com empréstimos bancários apertados ao limite, renegociava constantemente com fornecedores e bancos, e tomava decisões importantes sem ter nunca toda a informação que gostaria de ter. Não esperou que as condições fossem seguras porque nunca o foram de todo.
Esse relato ilustra bem o que distingue este perfil da simples impulsividade: Knight agia depressa, mas não às cegas, ajustava o rumo constantemente a partir do que ia aprendendo pelo caminho, em vez de esperar uma certeza que o negócio nunca lhe iria dar. Para o executor proativo, essa é a lição central: a ação precoce não substitui a aprendizagem, acelera-a.
Complementar a outros estilos
Este estilo encaixa muito bem com o inovador, que traz as ideias que o executor proativo transforma em ação real. O estratega cauteloso oferece o contrapeso de planeamento que lhe pode evitar tropeços evitáveis.
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Perguntas frequentes
Agir tão depressa não é arriscado?
Pode ser, se não se combinar com alguma reflexão. Este estilo aprende fazendo, o que é uma força real, e Covin e Slevin (1989) associam rever o rumo com alguma frequência a um melhor resultado a longo prazo.
A proatividade é o mesmo que a impulsividade?
Não exatamente. A investigação sobre orientação empreendedora distingue a proatividade, tomar a iniciativa antes dos outros, da impulsividade, que implica menos controlo sobre a própria ação.