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Negócios e decisões

Inovador: o motor é a novidade

Por Ramón Personaramic3 min de leitura
Ilustração minimalista com o estilo Inovador num crachá geométrico

O motor do estilo inovador é a novidade: entusiasma mais imaginar formas diferentes de fazer as coisas do que aperfeiçoar o que já existe.

Nota importante: este artigo descreve um traço de personalidade perante a criatividade e a novidade, não um conselho financeiro ou de negócio. Não substitui o critério de um consultor qualificado perante nenhuma decisão real de dinheiro ou de negócio.

A inovação como dimensão própria

A investigação sobre orientação empreendedora, desenvolvida por autores como Jeffrey Covin e Dennis Slevin, descreve a inovação como uma dimensão independente da proatividade ou da assunção de risco: pode ser-se muito inovador sem ser especialmente arriscado, ou o contrário. O estilo inovador destaca-se precisamente nessa dimensão: o que o move não é tanto executar depressa nem assumir risco por sistema, mas a insatisfação criativa perante o que já existe e a busca constante de uma forma diferente de o fazer.

Como se manifesta no dia a dia

  • Aborrece-se a aperfeiçoar algo que já funciona bem; prefere reinventá-lo.
  • Gera ideias com facilidade, por vezes mais depressa do que consegue desenvolvê-las.
  • Questiona por hábito o «sempre se fez assim».
  • Entusiasma-se mais com o processo criativo do que com a repetição, mesmo que a repetição seja rentável.

O seu desafio de crescimento

A mesma fonte de ideias que define este perfil pode transformar-se em dispersão se não se combinar com capacidade de execução. O desafio não é deixar de gerar ideias novas, é aprender a filtrar quais merecem tornar-se algo real e sustentar o esforço necessário para as concretizar, em vez de saltar para a ideia seguinte assim que ela aparece.

De Zero a Um: a diferença entre copiar e criar

Peter Thiel, em De Zero a Um (2014), distingue duas formas de progresso. Uma é horizontal: pegar em algo que já funciona e repeti-lo, levá-lo de uma unidade a muitas. A outra é vertical: fazer algo que antes não existia, passar de zero a um. Para Thiel, a maioria dos negócios move-se no primeiro terreno, copiam um modelo testado e competem à base de execução. O estilo inovador é, quase por definição, o que se sente atraído pelo segundo terreno.

Thiel propõe ainda uma pergunta que usa para avaliar ideias e fundadores: que verdade importante achas que quase mais ninguém partilha? Não procura uma opinião provocadora sem mais, procura uma convicção sustentada em algo que outros ainda não viram. É uma forma, segundo Thiel, de distinguir a inovação real da simples novidade: não basta fazer algo diferente, é preciso que essa diferença responda a algo verdadeiro que o resto do mercado ainda não percebeu. Isto é uma descrição de um argumento de um autor, não uma recomendação de investimento: qualquer decisão real sobre que ideia desenvolver convém tomá-la com informação específica e, se for preciso, com o critério de um consultor qualificado.

Complementar a outros estilos

O estilo inovador combina bem com o executor proativo, que traz precisamente a capacidade de ação rápida que por vezes lhe falta. O estratega cauteloso oferece o contraponto de planeamento que pode filtrar as suas ideias antes de as lançar.

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Perguntas frequentes

Inovador significa que não sabe executar?

Não necessariamente. Este perfil descreve o que mais te motiva, a novidade em vez de aperfeiçoar o que já existe, não uma incapacidade para pôr as ideias em prática.

É o único estilo empreendedor válido?

Não. A investigação sobre orientação empreendedora distingue várias dimensões (inovação, proatividade, assunção de risco) que se combinam de formas diferentes em cada pessoa.

Este resultado substitui um aconselhamento de negócio real?

Não. É um traço de personalidade perante a novidade e a criatividade, não uma recomendação de investimento nem um plano de negócio real.